Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018
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Dólar sobe forte nesta sexta e chega a R$ 3,95 com exterior e cena eleitoral local

Na véspera, o dólar subiu 0,09%, a R$ 3,9032.

Publicada em 17/08/18 às 13:44h - 239 visualizações

por Rádio Ativa Naviraí


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Dólar sobe pelo terceiro pregão consecutivo  (Foto: Hafidz Mubarak/Reuters)
O dólar sobe nesta-feira (17), no terceiro dia consecutivo de alta, diante da incerteza com as eleições e as tensões no exterior.

Às 12h25 moeda norte-americana avançava 0,95%, vendida a R$ 3,9402. Na máxima até agora, chegou a R$ 3,9528. 

O dólar não atingia esse valor durante as negociações diárias desde 6 julho, segundo o Valor Pro, e não fecha acima de R$ 3,94 desde março de 2016. Já o valor máximo de fechamento neste ano foi de R$ 3,932, atingido em 5 julho.

Na véspera, o dólar subiu 0,09%, a R$ 3,9032.

Eleições e exterior
Os investidores continuam monitorando a campanha eleitoral, que começou na véspera. Eles temem que um candidato considerado menos comprometido com o ajuste fiscal desponte na corrida à Presidência.

"O mercado tem dúvidas que outros candidatos tenham condição de fazer reformas, o que gera mau humor", afirmou à Reuters a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte, acrescentando que a propaganda em rádio e TV, quando começar, será muito importante.

No cenário externo, a lira turca voltava a recuar frente ao dólar neste pregão, com queda de 5%, operando ao redor de 6,15 por dólar, depois que um tribunal da Turquia rejeitou o recurso de libertação do pastor cristão norte-americano Andrew Brunson, acusado de terrorismo, um dia após os Estados Unidos alertarem para novas sanções a menos que Ancara abrisse mão do detido.

Brunson é um dos desafetos do presidente do país, Tayyip Erdogan, e está preso desde 2016, quando uma onda repressora varreu o país após uma tentativa de golpe contra o estado turco. O pastor é um dos pivôs da piora nas relações entre Turquia e EUA: o governo Trump considera que as acusações contra ele são falsas e que, na verdade, representam uma perseguição à fé cristã e vem impondo restrições comerciais ao país – que são retaliadas pelo outro lado.

Aliada à dependência da Turquia de capital estrangeiro, a crise política já fez com que a lira perdesse mais de 40% do seu valor frente ao dólar em 2018, pela preocupação dos investidores sobre a influência do presidente turco, Tayyip Erdogan, sobre a política monetária. Erdogan, um autodenominado "inimigo das taxas de juros", quer reduzir os juros apesar da alta inflação. Essa desvalorização tem provocado reflexos em moedas de diversos países emergentes.

A crise da lira intensificou as preocupações sobre a economia em geral, particularmente sobre a dependência da Turquia das importações de energia e sobre a possibilidade dos níveis de dívida em moeda estrangeira representarem um risco para o setor bancário.

Apesar da sequência de altas, a expectativa do mercado é de que o dólar termine o ano cotado a R$ 3,70, segundo o último boletim Focus divulgado pelo Banco Central.
G1.Globo



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