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Sexta, 03 de dezembro de 2021

Policial

Princípio de motim na Gameleira deixa policial penal ferido

Presos batem nas grades e gritam, enquanto familiares protestam do lado de fora

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Um princípio de motim de presos da Penitenciaria de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, mobiliza equipes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) desde o fim da manhã desta sexta-feira (22).  Do lado de fora, esposas dos internos protestam por melhores condições de tratamento.

Presos batem nas grades e gritam, enquanto familiares reunidos na frente da unidade 1 temem transferências ou represálias após um servidor ficar ferido no olho, nesta manhã. O princípio de motim ocorreu nos alojados no pavilhão 1, no momento em que um interno estava sendo retirado para a cela disciplinar.

Houve tumulto e presos começaram a bater nas grades e chegaram a avariar o tanque utilizado para lavagem de roupas no pavilhão, o que deixou o servidor ferido.

Conforme a Agepen (Agência Estadual de Administração Penitenciário), a situação teria sido controlada e os internos envolvidos “foram identificados e as sanções cabíveis serão aplicadas”.

Porém, um grupo de familiares - principalmente as esposas dos presos- segue em frente à Gameleira. As mulheres afirmaram a reportagem que os detentos não estariam recebendo tratamento adequado.

Um das mulheres que não quis se identificar, disse não ter contato com o esposo há algum tempo e que nem mesmo os advogados têm autorização para falar com eles. “Meu marido está na unidade há 10 meses e dizem que aqui é só para faccionados, mas ele não é de facção. Ele é da Bahia e só tem a mim em Campo Grande”, alega.

Algumas mulheres gritam próximo ao muro da penitenciária para que sejam "reconhecidas" pelos internos e dizem que só vão embora quando tiverem certeza que a situação foi contida. No desespero por notícias esposas choram pedindo por melhores condições de permanência na unidade.

O advogado Tie Ardoin esteve no local para tratar de uma transferência do cliente para Dois Irmãos do Buriti, mas foi impedido de entrar. Segundo ele, a administração alega que está ocorrendo um procedimento, as visitas e atendimentos foram suspensas.

Ardoin disse ao Campo Grande News que não foi a primeira vez que saiu sem conseguir contato com o cliente. “Perdi mais uma tarde vindo aqui e não liberam a entrada. Só neste presídio que é assim”.

 

“Informaram que está instável por causa do motim que teve mais cedo”, contou a advogada Flávia Ancelmo que pela quinta vez não pode conversar com o interno assistido.

Ainda de acordo com o informado, a Agepen  está adotando as providências necessárias.

Fonte/Créditos: CG News

Créditos (Imagem de capa): Renata Fontoura/ g1 ms

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